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18/11/2010

Portal iG- Anestesia personalizada para gestantes

Teste usa calor para medir a percepção de dor da mulher e evitar incômodo após o parto.

Bruno Folli, iG São Paulo

A recuperação da mulher após o parto não precisa ser sofrida. Dois testes simples ajudam a identificar possíveis alterações nos mecanismos de percepção da dor e, assim, permitem o ajuste mais preciso da medicação. São as anestesias personalizadas.

Controlar a dor no momento do parto não é problema. Mas as estratégias terapêuticas para o pós-operatório ainda são um desafio, encarado até recentemente na base do “erro e acerto”.

Os médicos adotavam medicações e dosagens padronizadas, que funcionam bem para a maioria das pessoas.

"São como camisetas tamanho médio, elas servem para boa parte da população. Mas e quem usa tamanho grande? Ou pequeno", questiona Mônica Capell Cardoso, anestesista da Maternidade Santa Joana.

Nestes casos, as reclamações de dor obrigavam o médico a repensar a estratégia e adotar novos medicamentos e dosagens. Até chegar à prescrição certeira, a paciente seguia sofrendo.

Dois mecanismos
Existem substâncias no organismo produzidas a partir de estímulos dolorosos. Algumas servem para sensibilizar a percepção da dor, como alerta de perigo ou de ameaça, e outras agem no controle do estímulo, para que o indivíduo não fique incapacitado.

A endorfina é o neurotransmissor responsável pela inibição da dor. É uma espécie de analgésico natural, também associado a sensações de prazer e de bem-estar. Já para a percepção do estímulo doloroso existe o glutamato, principal neurotransmissor do sistema nervoso, também ligado a processos cognitivos.

A produção destas substâncias varia conforme a intensidade do estímulo doloroso e isso acontece de maneira mais ou menos semelhante na maioria das pessoas, gerando padrões de percepção e de tolerâncias à dor.

Em outras palavras, tais mecanismos fazem com que estímulos dolorosos, como um corte na pele feito da mesma maneira em diversas pessoas, provoquem dores parecidas.

Água quente
Estímulos térmicos são usados para testar os mecanismos relacionados à percepção da dor. “Mas a paciente não precisa se preocupar. Ela não vai sentir dor, vai apenas dizer quando o calor começa a incomodar”, resume a anestesista.

No primeiro teste, o médico verifica a sensibilidade da paciente à dor. Um equipamento é colocado em contato com a pele do antebraço. Ele conta com uma face de metal capaz de aquecer rapidamente.

"A pessoa é exposta ao calor de 49 graus. Não queima, mas gera um certo incômodo", detalha a anestesista. O passo seguinte a atribuir uma nota de zero a dez, dada pela paciente, para apontar a intensidade do incômodo.

O segundo teste ativa o mecanismo de controle da dor. A mão da paciente é exposta ao calor gradual, com água quente, aquecida lentamente. Após a exposição, novamente, a pessoa atribuirá uma nota ao incômodo gerado. Os pacientes mais sensíveis à dor ou com menos capacidade de suportá-la são tidos como os sensíveis, segundo Mônica. “Mas isso não é certo. Pode ser uma questão genética”, afirma.

Pré e pós-operatório
Os testes fazem parte das preparações para o parto e devem ser realizados por um anestesista. “Nosso trabalho não se limita à anestesia, no momento da operação. Vamos cuidar do pacientes antes, durante e depois do procedimento”, esclarece a médica.

A anestesia personalizada é indicada para os casos de cesáreas, procedimento que causa dor ou muito desconforto em pelos menos 15% das pacientes. Estes protocolos de atendimento já são praticados pelos hospitais universitários de Washington e de Stanford, nos Estados Unidos, e de Bruxelas, na Bélgica.

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