Hospital e Maternidade Santa Joana é destaque no controle de infecção hospitalar
Por Solicitação do Ministério Publico do Estado de São Paulo, o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) realizou uma pesquisa para verificar a eficácia de programas de controle de infecção hospitalar em uma amostra aleatória de 158 hospitais do estado. O resultado revelou que 92.4% dos Programas de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) não atendem a pelo menos um dos itens obrigatórios. Foram Pesquisados aspectos de Programa de Controle de Infecções Hospitalares, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Áreas de procedimentos críticos, Central de esterilização de materiais e Biossegurança. O Hospital e Maternidade Santa Joana esteve entre as instituições pesquisadas e, ao final do processo, situou-se entre os 7,6% totalmente aprovados.
Por que o Santa Joana esta entre os aprovados?
Ao Abordar o tema infecção hospitalar, é natural remeter-se logo à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar de uma instituição. Mas é justamente por não se restringir à CCIH que o serviço do Santa Joana obteve esse resultado tão expressivo. A opinião é da presidente da CCIH do Santa Joana. Dra. Rosana Richtmann. “Nenhuma CCIH tem sucesso sem o apoio multidisciplinar em um hospital”, comenta Dra. Rosana.
A CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana é composta por representantes de praticamente todo o hospital: Central de Materiais e Esterilização (CME), enfermagem, lavanderia, gestão de resíduos, nutrição, farmácia, serviço de anestesia, centro cirúrgico, centro obstétrico, neonatologia, microbiologia. A comissão se reúne todos os meses, trocando informações e debatendo ações para monitorar e manter os baixos índices de infecção.
Um dos itens mais relevantes no processo refere-se à higiene das mãos. Esse procedimento é monitorado por indicadores que revelam o hábito de seus profissionais. “Na mão do profissional de saúde reside um risco importante de infecção, por isso o cuidado com este aspecto é fundamental”, comenta Dra. Rosana.
Em maio de 2009 o Hospital participou da campanha mundial de higiene das mãos, idealizada pela Organização Mundial de Saúde. Campanhas junto a médicos cadastrados, acompanhantes e visitantes de pacientes também reforçam a importância da higiene das mãos na prevenção de infecções.
Outro fator que explica o bom resultado do Santa Joana está no apoio da diretoria às diretrizes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Baseado em evidências, o serviço orienta ações como a compra ideal de equipamento com foco em uma relação custo-beneficio saudável para a instituição. “Esta claro para a direção que o investimento adequado nesta área é amplamente compensado no médio prazo”, comenta Dra. Rosana. “Cuidar de uma infecção é sempre mais caro do que preveni-la, e isso se potencializa quando se trata de um hospital referência em cuidados de prematuros”, completa.
A atenção ao calendário de vacinas é outro diferencial importante do Santa Joana. Bebes internados por longos períodos são constantemente monitorados, sendo os pais alertados para a necessidade de aplicação das doses devidas mesmo durante a internação.
O uso de antibióticos também segue rotinas descritas.“Quanto mais se usa antibióticos sem necessidades, maior será a incidência de infecções, em função da criação de microorganismos resistentes”,acrescenta Dra. Rosana. Por isso, o hospital também orienta seus médicos a utilizar doses ideais de antibiótico, por exemplo, para procedimentos obstétricos, preconizando o uso apenas nas 24 horas anteriores ao parto, obtendo adesão significativa por parte dos colegas credenciados.
Por medidas como estas, o Hospital e Maternidade Santa Joana tem se tornado referência em controle de infecção hospitalar. No final de 2008, um trabalho desenvolvido foi premiado como o melhor artigo escrito no Congresso Brasileiro de Controle de Infecção Hospitalar, realizado no Rio de Janeiro. O estudo, sobre controle de fungos em ambiente de maternidade, revela a experiência da instituição, tomada como exemplo também no campo de produção científica.
Confira aqui a reportagem sobre a pesquisa realizada pelo CREMESP