Produção Independente: Liberdade com Responsabilidade

O tema da produção independente voltou à discussão recentemente, com o anúncio da apresentadora, atriz e modelo Karina Bacchi, que será mãe aos 40 anos.

Décadas atrás, quem recorresse à produção independente possivelmente iria se deparar com resistências e preconceitos da família e das pessoas mais próximas de seus círculos sociais.

Como lembra o Dr. Mario Macoto Kondo, Coordenador Científico do Departamento de Obstetrícia do Grupo Santa Joana, é normal o fato do assunto gerar questionamentos por refletir uma grande transformação em nossa sociedade.

Com a produção independente, os conceitos de família começam a ser revistos, uma vez que sua definição e composição são diretamente alteradas com os padrões impostos e vigentes pela sociedade.Em algumas escolas, o Dia dos Pais ou Dia das Mães já é difundido como o Dia da Família, já que uma união não necessariamente precisa obedecer ao formato homem e mulher.

O fator econômico também deve ser levado em consideração. No caso de Karina, que realizou fertilização in vitro com sêmen de um banco de esperma internacional, a situação socioeconômica da mulher é um aspecto importante, principalmente por causa do alto custo do tratamento. O Dr. Mario também recorda que ela teria que recorrer à reprodução assistida mesmo se fosse casada, pois teve que retirar as trompas no ano passado.

As recomendações são as mesmas dadas a toda mulher que deseja engravidar. A idade também é um fator determinante na gestação, onde uma gravidez em torno dos 40 anos exige um pré-natal com mais critério e cuidados devido ao aumento de intercorrências clínicas e obstétricas.

“A gravidez não é recomendada caso coloque a mulher em risco. Se ela tem um problema cardíaco grave, por exemplo”, complementa Dr. Mario.

Mas como o próprio médico faz questão de relembrar, a produção independente também ocorre em mulheres com menos recursos financeiros, que decidem criar o filho sozinhas mesmo quando não têm o apoio do pai da criança.

Isso leva a outra questão, que o Dr. Mario Macoto Kondo considera fundamental na maternidade: a responsabilidade. “O filho é eterno. A mudança na vida da mãe não começa na gravidez e no parto, e sim ao chegar em casa com o bebê.”

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